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Noticias - Youth challenge

Noticias - Youth challenge (3)

Aurélia Fernandes – vendedora
 
Aurélia veio da Região Autónoma do Príncipe para dar continuidade aos estudos em São Tomé, mas as voltas da vida fez com que não conseguisse terminar os estudos. Hoje é esposa e mãe de dois filhos menores e dona de um pequeno negócio de venda de peixe e bobo fito (produto muito característico de onde nasceu). Ela é uma das mais de 200 mulheres que participam da formação em gestão de pequenos negócios que está a ser ministrada no âmbito do Projecto conjunto das Nações Unidas - São Tomé e Príncipe, através das agências, PNUD São Tomé e Príncipe, UNICEF São Tomé e Príncipe e a #OIT, intitulado Muala +.
Conheça mais dos desafios desta batalhadora que tenta fazer vencer o seu pequeno negócio.
 
“Eu resolvi participar desta formação para ter conhecimento sobre como gerir o meu negócio. Eu compro peixe na ilha do Príncipe que é mais barato para vender aqui em São Tomé. No entanto, eu nunca consegui guardar dinheiro. Todo o dinheiro que fazia, usava e depois tinha de ficar a espera que o meu marido me desse para fazer nova compra e quando ele não tinha eu ficava meses sem vender.
 
Em 2020 não consegui comprar peixe devido a problemas de transporte entre as duas ilhas, portanto não tinha como vender. Depois meu marido ficou em casa sem trabalhar e sem salário, por causa da pandemia do Covid 19. O pouco que tinha guardado do meu negócio teve que ser usado para fazer as refeições em casa, por isso negócio faliu completamente. Também tive muito prejuízo com Bobo fito no ano passado. As pessoas deixaram de comprar e eu tive uma perda muito grande, cheguei ao ponto de ter de consumir também para não deitar fora.
 
O problema é que eu produzia em grande quantidade e depois tentava vender para pessoas que eu conhecia. Muita gente, no ano passado perdeu emprego, e meu negócio também ficou fraco porque deixaram de comprar bobo fito, alguns começaram a dizer que estava caro. Tive de vender a valor muito baixo, só para pagar o que tinha investido, porque eu só pensava no dinheiro que investi. Agora com essa formação eu aprendi uma nova forma para fazer a gestão desse negócio: em vez de produzir eu vou procurar lojas para fazer parceria, por exemplo, onde eu posso colocar meu produto para venda e depois no final do mês pegar o dinheiro.
Com esta formação eu comecei a ter mais conhecimento de como fazer minhas vendas. Agora eu mandei comprar peixe para vender, mas eu já não vou fazer a mesma coisa que fazia antes. Por isso está a ser muito importante participar dessa formação, pois está a ensinar-me como gerir o meu negócio. Agora eu sei que vai ser diferente.”
 
 
 Fonte: PNUD
 
 
sexta-feira, 16 julho 2021 10:31

MUALA + - História de mulheres batalhadoras

Escrito por
Jaksimila da Trindade – artesã/vendedora
 
Há alguns anos, Jaksimila ficou viúva e com três filhos pequenos para sustentar sozinha. Viu na criação de um pequeno negócio a solução para colocar comida na mesa e cuidar das necessidades dos filhos. Costureira, artesã Jaksimila produz sacas, brincos e colares com tecido africano. Ela é uma das mais de 200 mulheres que participam da formação em gestão de pequenos negócios que está a ser ministrada no âmbito do Projecto conjunto das Nações Unidas - São Tomé e Príncipe, através das agências PNUD São Tomé e Príncipe, UNICEF São Tomé e Príncipe e a #OIT, intitulado Muala +.
Conheça mais dos desafios desta batalhadora que tenta fazer vencer o seu pequeno negócio.
 
Eu vendo os meus produtos no ateliê do meu atual marido “rastafá deign”. No entanto com essa pandemia o número de clientes, na sua maioria turistas, diminuiu radicalmente. Mas eu não deixei de trabalhar, usei esses mesmos tecidos africanos para produzir máscaras e com o dinheiro comprei mais materiais que precisava (tecido, elásticos, entretelas) para produzir mais máscaras para vender. Mas negócio está fraco e tive de arranjar outra forma de ganhar dinheiro até quando voltarmos a ter mais turistas para comparem os meus produtos. Por isso também comecei a vender fardo. Tem dado lucro, eu consigo tirar “a mãe do dinheiro” e o lucro eu guardo. Por exemplo se eu comprar uma carga agora e as vendas não forem boas eu já tenho dinheiro para comprar novo produto para ajudar aquele que não vendeu bem.
 
Com essa formação estou a aprender como melhor fazer a gestão do meu negócio, guardar o lucro, como manusear o dinheiro para conseguir comprar materiais, não podemos gastar todo dinheiro, temos de ter algum dinheiro guardado para pagar qualquer despesa que possa surgir no futuro. E quero melhorar meu negócio, encontrar financiamento para comprar uma máquina industrial e assim melhorar a qualidade do meu trabalho. Com essa formação eu sei que vou conseguir economizar. E também estou a construir uma casa grande para os meus filhos, por isso eu tenho que fazer negócio dar certo.

Realizou-se hoje no Palácio da Juventude e Desporto em São Tomé, a sessão de partilha de experiência e entrega de certificados aos adolescentes e jovens que participaram nas acções de sensibilização comunitária, para a realização do registo Social, nos distritos de Lembá, Mé- Zochi e Água Grande, dinamizado pelo CNJ.

Esta acção insere-se no âmbito do SDG Fund Proteção Social, um programa conjunto do Sistema das Nações Unidas e o Governo.

O PNUD esteve representando pelo Gestor Associado de Projectos, Dynka Amorim

Fonte: PNUD